ViPtO
12-09-2005, 20:41
Ainda não testei mas ouvi falar numa tecnica de recuperação de discos :
Uma lenda urbana que os técnicos de hardware
de onde trabalho vêm aplicando com
relativo sucesso: embalei o HD em três
sacolas vedadas e o coloquei no freezer
por cerca de oito horas.
Desconheço o efeito real desta técnica,
mas uma breve pesquisa no Google
mostrou que muitos relatam sucesso
em aplicá-la, embora algumas empresas
alertem contra seu uso. O fato é que ao
retirar o disco da geladeira e reconectálo
ao micro, ele funcionou como se nada
tivesse acontecido – e continua funcionando
há 72 horas, embora com todos
os dados importantes já devidamente
copiados para um outro disco.
Não sou autoridade em eletrônica,
portanto não tomem meu relato como
sugestão de procedimento. Mas o incidente
acabou resultando em um
achado: as smartmontools.
Discos rígidos são sensíveis
por natureza, e é por esta razão
que seus fabricantes (tanto no padrão
IDE/ATA quanto no SCSI) incluem em
seus produtos a tecnologia SMART (Self-
Monitoring, Analysis and Reporting
Technology), através da qual o próprio
equipamento monitora seu desempenho
e identifi ca situações em que há
probabilidade de falhas. Mas embora a
absoluta maioria dos HDs contenham a
tecnologia SMART, depende do usuário
ativar o suporte a este recurso – caso
contrário, por mais que o HD “saiba”
que está prestes a falhar, ele não irá avisar
a ninguém.
Felizmente, o suporte a SMART no
Linux é bastante robusto. Provavelmente
sua distribuição já inclui o pacote
smartmontools, e tudo o que você tem a
fazer é ativá-lo. Caso ainda não o tenha,
visite o site ofi cial [1] e siga as instruções
de instalação lá encontradas.
Após instalar o programa, é hora de
“brincar” (sempre como root). Comece
verifi cando se o suporte ao SMART em
seu disco rígido está ativado, através do
comando smartctl -i /dev/hda para mostrar
uma série de informações sobre o
disco (substitua /dev/hda pelo dispositivo
correspondente ao HD a ser testado,
se for o caso). Caso não veja no resultado
do comando uma linha dizendo
SMART support is: Enabled, você
mesmo deve ativar o suporte através do
comando smartctl -s on /dev/hda. Neste
caso, continue a usar seu disco normalmente
por algum tempo antes de realizar
os próximos passos, para dar tempo
à coleta de estatísticas.
Para verifi car um resumo do que o
SMART tem a dizer sobre o seu disco,
use o comando smartctl -Hc /dev/hda.
Se tudo estiver bem, uma das primeiras
linhas de resultado deve terminar com
a palavra PASSED. Se esta linha terminar
com a palavra FAILED, prepare-se:
é hora de fazer backups de emergência
e procurar um disco substituto.
A documentação do smartmontools
explica como obter informações mais
detalhadas sobre seu disco (até mesmo
a temperatura é monitorada), como
interpretá-las e até mesmo como ativar
o daemon smartd, para monitorar permanentemente
o disco e avisar o administrador
do sistema por e-mail quando
houver anormalidades.
Mas lembre-se: nem todas as falhas
podem ser previstas, e não existe substituto
para uma boa estratégia de backup.
Ninguém gosta de perder dados, e o choque inicial quando isso
acontece é logo substituído pelo desespero ao constatar
que você não tem backup de tudo. Mas há um utilitário
que pode ajudá-lo a antever problemas e se preparar
adequadamente para o pior.
Uma lenda urbana que os técnicos de hardware
de onde trabalho vêm aplicando com
relativo sucesso: embalei o HD em três
sacolas vedadas e o coloquei no freezer
por cerca de oito horas.
Desconheço o efeito real desta técnica,
mas uma breve pesquisa no Google
mostrou que muitos relatam sucesso
em aplicá-la, embora algumas empresas
alertem contra seu uso. O fato é que ao
retirar o disco da geladeira e reconectálo
ao micro, ele funcionou como se nada
tivesse acontecido – e continua funcionando
há 72 horas, embora com todos
os dados importantes já devidamente
copiados para um outro disco.
Não sou autoridade em eletrônica,
portanto não tomem meu relato como
sugestão de procedimento. Mas o incidente
acabou resultando em um
achado: as smartmontools.
Discos rígidos são sensíveis
por natureza, e é por esta razão
que seus fabricantes (tanto no padrão
IDE/ATA quanto no SCSI) incluem em
seus produtos a tecnologia SMART (Self-
Monitoring, Analysis and Reporting
Technology), através da qual o próprio
equipamento monitora seu desempenho
e identifi ca situações em que há
probabilidade de falhas. Mas embora a
absoluta maioria dos HDs contenham a
tecnologia SMART, depende do usuário
ativar o suporte a este recurso – caso
contrário, por mais que o HD “saiba”
que está prestes a falhar, ele não irá avisar
a ninguém.
Felizmente, o suporte a SMART no
Linux é bastante robusto. Provavelmente
sua distribuição já inclui o pacote
smartmontools, e tudo o que você tem a
fazer é ativá-lo. Caso ainda não o tenha,
visite o site ofi cial [1] e siga as instruções
de instalação lá encontradas.
Após instalar o programa, é hora de
“brincar” (sempre como root). Comece
verifi cando se o suporte ao SMART em
seu disco rígido está ativado, através do
comando smartctl -i /dev/hda para mostrar
uma série de informações sobre o
disco (substitua /dev/hda pelo dispositivo
correspondente ao HD a ser testado,
se for o caso). Caso não veja no resultado
do comando uma linha dizendo
SMART support is: Enabled, você
mesmo deve ativar o suporte através do
comando smartctl -s on /dev/hda. Neste
caso, continue a usar seu disco normalmente
por algum tempo antes de realizar
os próximos passos, para dar tempo
à coleta de estatísticas.
Para verifi car um resumo do que o
SMART tem a dizer sobre o seu disco,
use o comando smartctl -Hc /dev/hda.
Se tudo estiver bem, uma das primeiras
linhas de resultado deve terminar com
a palavra PASSED. Se esta linha terminar
com a palavra FAILED, prepare-se:
é hora de fazer backups de emergência
e procurar um disco substituto.
A documentação do smartmontools
explica como obter informações mais
detalhadas sobre seu disco (até mesmo
a temperatura é monitorada), como
interpretá-las e até mesmo como ativar
o daemon smartd, para monitorar permanentemente
o disco e avisar o administrador
do sistema por e-mail quando
houver anormalidades.
Mas lembre-se: nem todas as falhas
podem ser previstas, e não existe substituto
para uma boa estratégia de backup.
Ninguém gosta de perder dados, e o choque inicial quando isso
acontece é logo substituído pelo desespero ao constatar
que você não tem backup de tudo. Mas há um utilitário
que pode ajudá-lo a antever problemas e se preparar
adequadamente para o pior.